quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Bicicleta Phoenix original duplo quadro
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Os resistentes das castanhas assadas e dos gelados
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| clicar para ouvir |
ou no Jardim da Estrela,
num fogareiro aceso é que ele arde.
Ao canto do Outono,à esquina do Inverno,
o homem das castanhas é eterno.
Não tem eira nem beira, nem guarida,
e apregoa como um desafio.
e, se não mata a fome, mata o frio.
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| Lisboa 1966 |
| Lisboa, Praça do Areeiro |
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais calor p'ra casa.
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| Lisboa, Praça D. Pedro V, 1907 |
um chapéu esburacado,
no peito uma castanha que não arde.
Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado
o homem que apregoa ao fim da tarde.
Ao pé dum candeeiro acaba o dia,
voz rouca com o travo da pobreza.
Apregoa pedaços de alegria,
e à noite vai dormir com a tristeza.
| Lisboa, Praça de Roma |
| Lisboa, Av. da Igreja |
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| Lisboa, Praça do Areeiro |
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| Lisboa, Algures (obrigado Rodas de Viriato) |
| Lisboa, Praça do Saldanha |
terça-feira, 2 de novembro de 2010
O meu objecto do século ou Vespa versus Peidociclo
Abraço entre culturas
O primeiro raide ligando estes dois mundos terá sido a viagem aérea que os aviadores Brito Pais e Sarmento Beires, a bordo do avião Pátria, levaram a cabo em 1924, que foi evocada em 1987 por Jorge Cruz, Prata Mendes e Arnaldo Leal, os três tripulantes do “Sagres
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| 1999 |
| 1977 |
Mas em 1988 João Santos, Vitalino de Carvalho, José Babaroca, João Severino, Mok Wa Hoi, João Queiroga e Jorge Barra, nos seus UMM, conduziram os três jipes ao longo de 22 mil quilómetros durante 50 dias, exactamente o mesmo tempo que em 1990 António Calado, Joaquim Correia, Mário Sin, António Teixeira, Fernando Silva, Filipe Kuan, James Jacinto, Há Son, Igor Lomakine e Serguei Moiseev (ambos jornalistas na Rádio Moscovo) levaram a percorrer os 23.500 km que ligam os dois territórios. Desta aventura ficou um documentário que já foi exibido em televisões portuguesas e chinesas![]() |
| 1990 José Lisboa |
Alguns links e fotografias foram retiradas, com a devida autorização que agradeço, do blog macauantigo.blogspot.com/
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
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| Até o nosso Contra Informação... |
| Frank Zappa, Colectânea Punk, Fukamachi, e uma rara versão russa |
sábado, 23 de outubro de 2010


Em quase todas as fotografias aparecem amigos e são tiradas no seu estúdio em Bamako, com uma autenticidade que impressiona
quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Nesta febre de revivalismo das duas rodas que passa por Portugal - penso que o facto da crise recair, mais uma vez, sobre os mais frágeis obriga a um escape baratinho - também as bicicletas clássicas mexem, como se descobre pela profusão de sites e blogs sobre o tema. Por vezes essas iniciativas recriam situações antigas, como é o caso da Aldeia da Burinhosa. Acresce que diversas fábricas portuguesas de motorizadas também venderam bicicletas, de que são exemplos a Confersil (lembram-se das Ye-Ye?), a EFS, Macal e outras "pasteleiras", que nem sempre serviam para "andar a pastelar", antes eram instrumentos de trabalho e mesmo de luta. Vários filmes portugueses sublinharam o papel da bicicleta na vida portuguesa, de que realço Até Amanhã Camaradas, de Joaquim Leitão.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
A campanha publicitária que nasceu em pleno Maio 68


A Velosolex como estandarte
Maio de 68 e motos: como a crise estudantil e operária inspirou um anúncio
"É proibido proibir", gritavam os estudantes em França, cansados de uma sociedade burguesa e sem futuro, dando início a um movimento que alastrou pela Europa, entre nós com reflexos directos na Crise Académica de 1969 em Coimbra. Num desses dias de Maio, Gilberto Filippetti, acabado de chegar a Florença e encarregue de criar uma campanha para a nova Vespa, repara num rapaz que desenha um grafite onde se lê "não confies em ninguém com mais de 30 anos".E então o jovem publicitário Filippetti pensa:
"A new idea suddenly makes you grow older, and even if I wasn't so far on in years, I instantly felt decrepit. When he had finished painting his message, the boy turned his lucid, intelligent eyes challengingly towards us. At that time, eyes were the real status symbol. If you're twenty, you're in, I thought, if you're thirty, you're not, and a bit frustrated, I added: "You're working on the revolution, I'm working on Vespa!". Back at the office, I stared at the blank sheet of paper in front of me, reflecting on those words, and the idea. It would be nice to try and interpret this new reality for Vespa, in the language that was born from it. The ability to understand change as it is taking place, and to tune in to the wave-length of reality and information is a gift that either you've got or you haven't, I told myself, sophisms don't exist. Thinking of the boy, I felt I could do it; it would be enough to trace back every hypothesis for the presentation of Vespa to the roots of expression that lay at the basis of that behaviour. I meditated on the force of those words, which created a clear gap between two areas of belonging, pushing two cultures to come to grips with each other and fight. A generation war, joy vs. boredom. All good concepts, but I continued to see, on the blank sheet of paper, the same metallised-grey Vespa of the black-and-white films in front of me. Or else the autarchic little car-like Vespa of workers who commuted to and from work, stuffing the "L'Unità" newspaper between their pullover and their chest to protect themselves from the cold. And then there were the suggestions of the marketing office, to make things worse. I never used to give them a glance, but this time ... A) Sixteen million young people desire to become mobile; B) Extra-family integration; C) Self-affirmation; D) Post-adolescence frustration; E) Time-saving; F) Need for diversion and "leisure". I swear it, that was exactly what it said: "leisure". In the meantime, outside, that boy was continuing to paint out his new message, to rejuvenate society and free it from idiotic expressions like these, as he angrily bit into his apple."
Pequena história da Vespa em publicidade.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Quem se lembra do Poço da Morte que arrepiava quem ia à extinta Feira Popular?
Com 80 anos, «Ti Henrique», aliás, Henrique Amaral, afirma «continuar enquanto tiver saúde».
Leia a noticia aqui e veja a reportagem da SIC, que trouxe nova vida a esta forma de lutar contra a fome.
When the doors of perception are cleansed, man will see things as they truly are, infinite”
Siga William Blake: entre e escreva o que lhe vier à cabeça (um conto, uma historia, um verso, experiência pessoal, o que quiser) desde que tenha a ver com os temas do orientacoes8. Envie o texto para orientacoes@sapo.pt





































