terça-feira, 10 de maio de 2011

Colecção Carros Inesquecíveis da Solido

São 71 carros em escala 1:43, reeditados pela Salvat em princípios deste século.

Solido foi um fabricantes françês que parece estar em vias de desaparecer, sendo estas réplicas de qualidade aceitável, alguns modelos mais pormenorizados que outros, todos de metal. As caixas tentam ser idênticas às primeiras edições, e todos os exemplares vêm acompanhados de fichas explicativas do modelo e da época histórica em que surgiram.





















Na listagem em baixo faltam 11 modelos








N.º 1 exactamente como foi adquirido

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Triciclo MOTALI

Os triciclos (também designados carrinhas ou tricarros), termo cuja primeira referência é datada de 1828, referente a uma carruagem de três rodas que era puxada por cavalos,
vieram substituir os veículos de tracção animal no transporte de mercadoria, para quem não podia adquirir uma viatura de 4 rodas motorizadas.
Em Portugal surgiram no princípio dos anos 60 e ainda hoje se encontram vários exemplares em bom estado.
Não sei se terei tempo para recuperar este que guardo na garagem...












quinta-feira, 17 de março de 2011

Tim Madeira e os seus candeiros



Tim Madeira explica: "Um amigo meu encontrou as peças da mota antiga dentro de um poço, no Alentejo, e eu fui busca-las. Estavam ferrugentas, mas achei as peças lindas e levei-as a um serralheiro, que é um artesão e um artista, e montámos uma moto. Depois da moto construída, trabalhei a iluminação e estudei como iria fazer. Foi muito engraçado".
Ver esta exposição no Mood.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

ET4 no Saldanha (com a colaboração do King Kong)



King Kong aparece por cortesia de António Calado

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

MASAC e os grafites em Telheiras



Em 7 de Janeiro de 1957 Marcelino dos Santos, Jasmim da Silva Neto e Renato Moreira dos Santos criaram o Grupo Masac e escreveram a primeira página da história do Grupo ao constituir a empresa MARCELINO DOS SANTOS & Cª, Lda. Criada em Poutena, Anadia (distrito de Aveiro). A empresa utilizava um armazém com uma área de cerca de 200 m2 e dedicava-se exclusivamente à importação e comércio de bicicletas, motorizadas e acessórios.
Mais tarde abriram filiais em Lisboa e no Porto e, mais tarde, transferiram a sede para Cantanhede (distrito de Coimbra). Entretanto, a gama de produtos foi alargada e a empresa entrou no mercado das máquinas agrícolas e dos acessórios para motos e motociclistas. Esta última área teve um desenvolvimento tal que justificou a criação de uma empresa distinta, em 1988. Nasce assim a MSC - Sociedade de Equipamentos e Veículos, Lda., cujo sócio principal era a empresa MARCELINO DOS SANTOS & Cª, Lda., e os seus sócios na altura, Jasmim Neto, Carlos Neto, Manuel Lourenço e Manuel Filipe Prates.

Veja aqui o catálogo desta MASAC 409-71 ou aqui outros modelos MASAC (de novo agradeço a rodasdeviriato.blogspot.com/ )





quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Bicicleta Phoenix original duplo quadro


Bicicleta Phoenix original duplo quadro semelhante à que equipa os riquechós. Veio de Macau em 1999 e deve ser das únicas em Portugal











sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Os resistentes das castanhas assadas e dos gelados

clicar para ouvir
                
Outono e Inverno

Na Praça da Figueira,
ou no Jardim da Estrela,
num fogareiro aceso é que ele arde.
Ao canto do Outono,à esquina do Inverno,
o homem das castanhas é eterno.
Não tem eira nem beira, nem guarida,
e apregoa como um desafio.
É um cartucho pardo a sua vida,
e, se não mata a fome, mata o frio.
Lisboa 1966

Já não embrulham as castanhas assadas em cartucho pardo nem em listas telefónicas, mas os fogareiros continuam acesos. Andam também pelo Areeiro, Praça de Londres e Saldanha. A vida talvez já não seja de fome, mas o frio continua a pedir guarida e protecção.

Lisboa, Praça do Areeiro


Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais calor p'ra casa.


Lisboa, Praça D. Pedro V, 1907


Um carro que se empurra,
um chapéu esburacado,
no peito uma castanha que não arde.
Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado
o homem que apregoa ao fim da tarde.
Ao pé dum candeeiro acaba o dia,
voz rouca com o travo da pobreza.
Apregoa pedaços de alegria,
e à noite vai dormir com a tristeza.

Lisboa, Praça de Roma
O sr. Eduardo Pinto é alegre e falador, gosta de recordar o ano de 1954 em que os outros vendedores da Morais Soares tentaram correr com o seu triciclo a pedais.








Depois trabalhou numa livraria e partiu para África, de onde voltou para comprar a sua Zundapp de 4 velocidades que mais tarde maravilhou o técnico alemão pela sintonia em que mantinha o motor. Continua a apregoar pedaços de alegria enquanto espera ansioso pelo momento em que encontra a sua companheira Lurdes, que conduz o célebre triciclo azul desde o St. António. Ao passar pelo Areeiro, a caminho de Chelas, recebem a companhia da sobrinha Maria Silvina.

Lisboa, Av. da Igreja

O sr. Afonso, Sereno de nome e feitio, comanda a frota de 5 triciclos que ocupa outras zonas de Lisboa, não hesitando ao negar a sua venda para um hotel em Angola, mas permitindo, orgulhoso, fotos de artista que irão decorar uma qualquer Recepção nesses lugares quentes e bons.

Lisboa, Praça do Areeiro

Primavera e Verão
Lisboa, Algures (obrigado Rodas de Viriato)
Lisboa, Praça do Saldanha
As mesmas famílias, os mesmos locais, os mesmos triciclos marca Ernesto (A. Silva Lda  Cda do Forte da Ameixoeira, n.º 2, telefone 791981 - 793625 - Lisboa...), agora vendem sol na forma de gelados Olá ou Nevada.
Duas famílias que perpetuam, conscientes da sua missão, uma tradição portuguesa de décadas que não querem deixar morrer.
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When the doors of perception are cleansed, man will see things as they truly are, infinite”

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